Após receber o Prêmio Shell de Dramaturgia (LEIA MAIS AQUI), a Cia. Cerne retorna em única apresentação gratuita do espetáculo “TRÊS IRMÃOS”. A convite do Midrash Centro Cultural, a apresentação acontece no dia 02 de abril às 19h30 no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon. Os ingressos podem ser reservados através do e-mail secretaria@midrash.org.br e poderão ser retirados no dia da apresentação até meia hora antes do espetáculo. Após esse horário, os ingressos não retirados serão disponibilizados para o público presente.
O espetáculo segue com as pesquisas da companhia, iniciada em sua última obra adulta, TURMALINA 18-50, sobre as grandes personalidades brasileiras que passaram por sua cidade sede, São João de Meriti, localizada na Baixada Fluminense. Desta vez, a companhia se debruça na figura de Jorge Amado, que morou na cidade quando exerceu o mandato de deputado federal, entre 1946 e 1948. Jorge não apenas viveu em São João, mas presenciou de perto o próprio nascimento do município, uma vez que sua emancipação ocorreu em 1947.
Desta pesquisa sobre a passagem do escritor baiano por terras meritienses, nasce “TRÊS IRMÃOS”, espetáculo original livremente inspirado em Seara Vermelha, último romance escrito por Jorge antes de partir para o exílio, finalizado e publicado enquanto morava na cidade. O espetáculo narra a história de uma família expulsa das terras onde trabalhava e que sai a pé rumo a São Paulo, experimentando, no trajeto, fome, morte, doenças e tantas outras penúrias.
O espetáculo, que tem dramaturgia e direção de Vinicius Baião, e conta com um elenco formado por Elizândra Souza, Gabriela Estolano, Higor Nery, Leandro Fazolla, Madson Vilela e Rohan Baruck, usa como mote principal a história dos três filhos do casal que saíram de casa antes do grande êxodo da família: Jão vira policial, José se torna cangaceiro, e Juvêncio engaja-se no ativismo político. A partir dessas três formas distintas de se enfrentar as agruras da caatinga, Jorge Amado discute o Brasil de sua época, suas misérias e desigualdades. O espetáculo atualiza criticamente esses personagens, levando em consideração a atual realidade socioeconômica do país, ainda envolta em temas como fome, migração e fundamentalismo religioso.