Após uma curta temporada esgotada no Teatro Ruth de Souza, dentro do Parque Glória Maria, “Medeia” tem sua estreia marcada para o dia 17 de Agosto no Teatro Sylvio Monteiro. A peça reconta a história de uma mulher destruída pela vida e pelos homens ao seu redor. Medeia, após ter matado seu irmão e abandonado sua família, é exilada em Corinto junto ao seu marido, Jasão, e seus dois filhos. Mas quando Jasão a trai com a filha do Rei Creonte, ações desesperadas em busca de vingança são tomadas.
Com somente três atores em cena e um cenário minimalista composto por dois microfones, algumas cadeiras para a público se alojar no cenário e uma grande caixa de areia como o principal elemento cenográfico, é possível adentrarmos na Grécia a.C que ecoa sobre a nova adaptação realizada pelo diretor Gabriel Ribeiro, marcando a primeira montagem da Catártica Produções.

Essa releitura se deu pela vontade do diretor de contar uma história clássica que ainda fosse tão atual e relevante. “É um conto de toxicidade e liberdade. Jasão tira Medeia de seu lar, exila-a e depois a descarta. Faz com que ela tenha filhos que, embora amados, não foram desejados por ela. A escolha final de Medeia é um ato de libertação, uma tentativa de recuperar sua vida. Nossa intenção é criar um espaço para reflexão, onde o público possa questionar as complexas camadas da condição humana.” – diz Gabriel Ribeiro.
A história serve como um lembrete de como o abuso psicológico pode ser destrutivo e de longo prazo, afetando profundamente a saúde mental e emocional das vítimas. Embora seja uma narrativa mitológica antiga, a mensagem do espetáculo permanece relevante nos dias de hoje.
Leonardo Talarico, diretor teatral e crítico colunista do Jornal “A Cena” de Curitiba, assistiu o espetáculo e ressaltou: “A pluralidade da realização teatral e minha concepção sobre encenação, autorizava-me fazer observações sobre o espetáculo. Mas prefiro ressaltar haver momentos muito interessantes e, sobretudo, debruçar atenção na paixão de todos os atores e atriz na luta pelas suas vocações. Todos morrem na coxia e deixam tudo que podem em cena, em favor do público. Causa-me profunda felicidade ver o ímpeto e a coragem de profissionais com tantas dificuldades envergando o Teatro. Sobretudo, quando todos são de regiões fluminenses tão abandonadas pelo poder público.”
SERVIÇO
Dia 17 de Agosto (Sábado), às 20h00.
Teatro Sylvio Monteiro – Complexo Cultural Mário Marques (Rua Getúlio Vargas, 51 – Centro, Nova Iguaçu).
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$15,00 (meia entrada) | Vendas na bilheteria nos dias da apresentação ou através do link (https://www.sympla.com.br/evento/medeia-teatro-sylvio-monteiro/2504235)
Duração: 70 minutos (aproximadamente).
Classificação: 14 anos.
FICHA TÉCNICA
Elenco: Tuanny Kriss, Marlon Vares e Gabriel Ribeiro.
Texto: Eurípedes.
Adaptação e Direção Geral: Gabriel Ribeiro.
Assistência de Direção e Preparação de Corpo: Tuanny Kriss.
Coreografia: Marlon Vares.
Cenário: Larissa Esposto.
Figurino: Jamile Chalupe.
Assistência de Figurino e Costura: Neife Amin Chalupe.
Iluminação: Bex e Karine Lopes.
Trilha Sonora Original e Operação de Som: Patrick Barbosa.
Produção Executiva: Hadija Chalupe.
Assistência de Produção: Isaac Brian.
Fotos: Danilo Sérgio.
Realização: Catártica Produções e Caraduá Produções.
Apoio: Prefeitura de Nova Iguaçu, Secretaria Municipal de Cultura e FENIG.
Siga a Catártica e a Caraduá nas redes sociais: