O 36º Prêmio Shell de Teatro, considerado a premiação mais tradicional da cena teatral brasileira, anunciou novas indicações e voltou a evidenciar a força de artistas e iniciativas que ampliam o mapa cultural do estado do Rio de Janeiro.
Entre os nomes que reforçam essa virada de olhar para além do eixo central da capital, dois destaques dialogam diretamente com a produção da Baixada Fluminense: a diretora Juliana França, indicada na categoria Direção, e o Instituto Cultural Cerne, indicado em Energia que Vem da Gente — categoria dedicada a projetos e iniciativas com impacto social ligado ao teatro.

Juliana França: direção indicada e território como dramaturgia
No anúncio do segundo ciclo de indicações da 36ª edição, divulgado em 15 de dezembro de 2025, Juliana França aparece entre as indicadas em Direção, pelo espetáculo “Cabeça de Porco – Retratos de Um Território”.
Artista cria de Japeri, Juliana integra o Grupo Código, coletivo reconhecido por articular criação cênica, formação e ação cultural na Baixada Fluminense — um trabalho que, na prática, faz do território não apenas cenário, mas ponto de partida estético e político.

Instituto Cultural Cerne: indicação que reconhece formação e continuidade em São João de Meriti
Na categoria Energia que Vem da Gente, o Instituto Cultural Cerne foi indicado pela criação da Escola Popular de Teatro da Baixada e pela dedicação à formação e à programação cultural contínua em São João de Meriti.
A escolha reafirma o sentido da categoria, descrita pelo prêmio como voltada a projetos e iniciativas do universo teatral que comprovem impacto social, valorizando ações estruturantes — aquelas que sustentam processos, criam acesso e garantem permanência, e não apenas a realização pontual de espetáculos.